Apresentar um trabalho escrito

 

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Quando precisares de apresentar um trabalho escrito, deves saber que vais ser avaliado não só pelo conteúdo como pelo aspecto e pela apresentação, e ainda pela por organização.

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Organização de um trabalho escrito

clip_image001 Capa:

-Nome da capa;

-Área Curricular;

-Título do trabalho;

-Autores (turma e número dos alunos);

-Nome do professor;

-Local e data em que foi elaborado.

clip_image001[1] Índice

-Nome das partes que constituem o trabalho e a página onde podem ser encontrados.

clip_image001[2] Introdução

-Porque razão foi feito o trabalho?;

-De que assunto fala?;

– Como está organizado?;

– Como foi feito?;

– Para que foi feito?;

clip_image001[3] Desenvolvimento

– Texto com todas as informações recolhidas.

clip_image001[4] Conclusão

– Opinião sobre o trabalho feito;

– As conclusões a que chegaram.

clip_image001[5] Bibliografia

– Indicação dos livros que foram consultados para realizar o trabalho.

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Indicar primeiro o último nome do autor, em maiúsculas, seguindo o nome próprio, título da obra, editora, local de edição, data e ISBN. Todos os elementos deverão ser separados por vírgulas.

clip_image001[6] Exemplo:

MOTA, António, Ventos da Serra, Editora Caminho, Lisboa, 1999, ISBN n.º 972-9025-13-4

BOM TRABALHO!

Miguel Torga

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Escritor português natural, de São Martinho de Anta, Vila Real. Proveniente de uma família humilde, teve uma infância rural dura, que lhe deu a conhecer a realidade do campo, sem bucolismos, feita de árduo trabalho contínuo. Após uma breve passagem pelo seminário de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como capinador, apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras. De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino liceal e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933. Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941.
Ligado inicialmente ao grupo da revista Presença, dele se desligou em 1930, fundando nesse mesmo ano, com Branquinho da Fonseca (outro dissidente), a Sinal, de que sairia apenas um número. Em 1936, lançou outra revista, Manifesto, também de duração breve.
A sua saída da Presença reflecte uma característica fundamental da sua personalidade literária, uma individualidade veemente e intransigente, que o manteve afastado, por toda a vida, de escolas literárias e mesmo do contacto com os círculos culturais do meio português. A esta intensa consciência individual aliou-se, no entanto, uma profunda afirmação da sua pertença à natureza humana, com que se solidariza na oposição a todas as forças que oprimam a energia viva e a dignidade do homem, sejam elas as tiranias políticas ou o próprio Deus. Miguel Torga, tendo como homem a experiência dos sofrimentos da emigração e da vida rural, do contacto com as misérias e com a morte, tornou-se o poeta do mundo rural, das forças telúricas, ancestrais, que animam o instinto humano na sua luta dramática contra as leis que o aprisionam. Nessa revolta consiste a missão do poeta, que se afirma tanto na violência com que acusa a tirania divina e terrestre, como na ternura franciscana que estende, de forma vibrante, a todas as criaturas no seu sofrimento. Mas essa revolta, por outro lado, não corresponde a uma religiosidade ou recusa da transcendência.
A sua obra, recheada de simbologia bíblica, encontra-se, antes, imersa num sentido divino que transfigura a natureza e dignifica o homem no seu desafio ou no seu desprezo face ao divino. A ligação à terra, à região natal, a Portugal, à própria Península Ibérica e às suas gentes, é outra constante dos textos do autor. Ela justifica o profundo conhecimento que Torga procurou ter de Portugal e de Espanha, unidos no conceito de uma Ibéria comum, pela rudeza e pobreza dos seus meios naturais, pelo movimento de expansão e opressões da história, e por certas características humanas definidoras da sua personalidade. A intervenção cívica de Miguel Torga, na oposição ao Estado Novo e na denúncia dos crimes da guerra civil espanhola e de Franco, valeu-lhe a apreensão de algumas das suas obras pela censura e, mesmo, a prisão pela polícia política portuguesa. Contista exímio, romancista, ensaísta, dramaturgo, autor de mais de 50 obras publicadas desde os 21 anos, estreou-se em 1928 com o volume de poesia Ansiedade.

Também em poesia, publicou, entre outras obras, Rampa (1930), O Outro Livro de Job (1936), Lamentação (1943), Nihil Sibi (1948), Cântico do Homem (1950), Alguns Poemas Ibéricos (1952), Penas do Purgatório (1954) e Orfeu Rebelde (1958). Na ficção em prosa, escreveu Pão Ázimo (1931), Criação do Mundo. Os Dois Primeiros Dias (1937, obra de fundo autobiográfico, continuada em O Terceiro Dia da Criação do Mundo, 1938, O Quarto Dia da Criação do Mundo, 1939, O Quinto Dia da Criação do Mundo, 1974, e O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981), Bichos (1940), Contos da Montanha (1941), O Senhor Ventura (1943, romance), Novos Contos da Montanha (1944), Vindima (1945) e Fogo Preso (1976).

É ainda autor de peças de teatro (Terra Firme e Mar, 1941; O Paraíso, 1949; e Sinfonia, poema dramático, 1947) de volumes de impressões de viagens (Portugal, 1950; Traço de União, 1955) e de um Diário em dezasseis volumes, publicado entre 1941 e 1994. Notável pela sua técnica narrativa no conto, pela expressividade da sua linguagem, frequentemente de cunho popular, mas de uma força clássica, fruto de um trabalho intenso da palavra, conseguiu conferir aos seus textos um ritmo vigoroso e original, a que associa uma imagística extremamente sugestiva e viva.

Várias vezes premiado, nacional e internacionalmente, foram-lhe atribuídos, entre outros, o prémio Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional de Poesia (1977), o prémio Montaigne (1981), o prémio Camões (1989), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993).
Em 2000, é publicado Poesia Completa

Dia dos namorados

O Dia dos namorados foi comemorado na BE, com uma iniciativa engraçada: os alunos tinham que escrever um poema,frase, palavra,….ao seu/sua namorada(o), ou melhor amigo(a), e colocá-la numa folha de papel cenário que estava à entrada da biblioteca.
Esta iniciativa teve muita aderência, principalmente por parte dos mais novos.
Feliz dia dos namorados, dos afectos, ou dos melhores amigos.

Workshop “Direitos de Autor- um debate a fazer…”

No dia 14 de Fevereiro, coincidência com o Dia dos namorados, a escola EB2,3 de Valongo do Vouga, recebeu na biblioteca escolar, o Dr. Lucas Serra (Assessor da Administração & direcção dos Serviços Jurídicos da SPA: Sociedade de Direitos de Autores Portugueses).
Esta iniciativa foi proporcionada aos 9.º anos, que muito aprenderam sobre o que é a SPA. Esta foi criada em 1925 em Portugal, e defende os autores das áreas de literatura, teatro, música dos mesmos problemas que se colocam hoje aos criadores, assim sendo a SPA, uma cooperativa de utilidade pública, desde a sua fundação tem protegido e divulgado a obra e a actividade dos autores nacionais.
Os alunos e os respectivos professores acompanhantes, foram muito receptivos e participativos, colocando dúvidas e questões, segundo o Expert, bastante pertinentes e inteligentes.
A Câmara Municipal, contribuiu nesta realização, com a oferta de um livro “O cancioneiro de Águeda”. O Dr. Lucas Serra mostrou-se muito comovido com a oferta, e disponibilizou-se a vir á escola, sempre que esta ache necessárias actividades deste género.

Direitos de Autor

No dia 14 de Fevereiro, virá à nossa biblioteca o Dr. Lucas Serra (Assessor da Administração & Direção dos serviços Jurídicos da SPA: Sociedade Portuguesa de Autores), realizar um workshop sobre “Direitos de Autor: um debate a fazer”. Esta atividade destina-se somente a alunos do 9.º ano.

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